Como tornar o tratamento fonoaudiológico eficaz, mesmo durante as férias?

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Exercício de fono nas férias? “IMPOSSÍVEL!”

Se você se identificou com essa resposta, talvez se interesse em ler este texto.

Você já percebeu que as pessoas se motivam por diferentes motivos? Parece até um trocadilho, mas é a verdade. Algumas pessoas fazem exercícios físicos para manter a saúde, outras para diminuir suas dores posturais, outras para perder peso e alguns para se manter em movimento. Há aqueles que vão a uma academia para se socializar.

Será que você já se perguntou o que lhe impulsiona a fazer tarefas que parecem desagradáveis? Essa pode ser a pergunta que está faltando fazer ao seu paciente: o que o motiva?

Dentre os gatilhos de motivação, reconhecer o benefício a curto e longo prazo proporcionado pela tarefa pode ser uma forte estratégia motivacional.

Afinando o cérebro

E quais são os benefícios de o paciente realizar os exercícios de estimulação da fonoterapia no período de férias?

  • É um período no qual não há tarefas da rotina escolar para concorrer com o tempo livre do paciente;
  • O paciente não tem a pressão das avaliações e lições de casa e poderá dedicar um tempo que parece precioso para o estudo durante o ano letivo;
  • O ganho das habilidades poderá ser importante nos desafios escolares que se apresentarão no período seguinte de aulas.
  • O tempo de terapia poderá ser reduzido, já que haverá ganhos nas férias;
  • A automatização de habilidades estimuladas na fonoterapia poderá ocorrer, reduzindo a quantidade de objetivos terapêuticos a serem trabalhados no próximo período;
  • Como não haverá a intervenção do terapeuta, o paciente poderá perceber suas dificuldades e trazê-las de um modo mais claro como queixas para serem trabalhadas na terapia.

Os ganhos são evidentes, certo?

Mas como conseguir que o paciente realize os exercícios quando o que ele mais quer é ficar livre nas férias?

Algumas sugestões poderão ajudar:

  • Compreender que o paciente está correto em querer descansar nas férias, afinal elas existem para isso mesmo. O que podemos fazer é inserir as atividades de estimulação com a dose certa de diversão que as férias merecem.
  • Dosar a frequência da estimulação de uma maneira que fique claro ao paciente que o tempo dedicado é curto frente ao ganho. Ajudar o paciente a visualizar 15 minutos de atividade por dia, usando um calendário diário com marcação de horas, como a agenda do consultório.
  • Combinar um horário fixo para realizar a atividade diária: um horário associado a uma tarefa que ele realiza todos os dias poderá facilitar: antes ou após o almoço, antes de dormir, logo ao acordar, etc.
  • Envolver a família na atividade, como apoiadora, ou melhor ainda se puderem participar de uma parte das tarefas, em formato de brincadeiras e desafios para a família.
  • Escolher algumas estratégias que, se repetidas, poderão surtir um resultado mensurável e que, ao mesmo tempo, sejam agradáveis ao paciente ou com uma meta possível de ser atingida nesse período.
  • Realizar uma avaliação pré e pós férias capaz de mensurar a evolução do paciente.

É importante que a família esteja igualmente engajada nesse objetivo e que o terapeuta possa oferecer uma direção assertiva e possível de ser realizada nas férias.

A “cereja do bolo” pode ser a interação do terapeuta com a família durante esse período, com uma mensagem de celular ou e-mail, perguntando sobre as atividades e lembrando que a avaliação pós férias os espera.

Você pode estar pensando em uma série de pacientes para os quais estas estratégias parecem não funcionar. Mas quem sabe você possa se surpreender com alguns pacientes! Que tal experimentar?

E se quiser fazer uso de algo novo, conheça as opções de jogos e atividades que o portal do Afinando o Cérebro tem a oferecer!

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